5 de out de 2013

Minha nada mole vida!!!

A história que vou contar parece história de cinema ou aquelas contadas em livros ou até mesmo nas novelas globais ou mexicanas, mas pasmem, é a minha história, rsrsrs...
Foto tirada em 2010.
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É uma história um tanto confusa, mas vou ser claro para que vocês entendam de primeira. [Riso].
Meu pai, Raimundo Franco, que nunca me assumiu como filho biológico, mas que me registrou como filho, sempre defendeu que me encontrou num bueiro, em Fortaleza, enrolado com jornais, quando eu tinha menos de uma semana de nascido e, aí por dó, resolveu me adotar e registrar-me como filho, mas segundo alguns dos seus irmãos (Tio Elias, falecido recentemente e tio “Diá” que mora no interior do Ceará), sempre disseram que sou mesmo filho biológico e que o meu pai, Raimundo, nunca me assumiu para não acabar com seu casamento, uma vez que nasci de uma relação extra conjugal, caso seja mesmo filho dele e não como ele conta...
Tio Elias. Ele sempre me garantiu que sou de fato filho biológico do seu irmão,
 meu pai, Raimundo.
Ele me adotou e registrou como filho e quando tinha cinco anos, perdi a minha mãe adotiva, Maria Mendes, (sou registrado como sendo seu filho), esposa do Sr. Raimundo. (A minha mãe biológica nunca vi). Após o falecimento da minha mãe adotiva, eu e minha irmã caçula, Sandra, mudamos para Monte Nebo, interior do Ceará, eu com cinco anos e ela talvez com sete ou oito. Morávamos com nossos avós maternos e meu avô, hoje falecido, por saber que não era nada dele, nada mais que um neto adotivo, me odiava e me espancava... Eu para não apanhar em casa, preferia a rua, (ficava mais na rua do que em casa). Na época eu tinha então de cinco pra seis anos. Sofri muito, ainda hoje lembro vagamente daquele tempo, dói na alma só de pensar que se não tivesse sido readotado um ano mais tarde, não sei o que poderia ter me acontecido, todos os meus amigos daquela época se perderam: ou estão presos ou já morreram vitimas da violência urbana.
Passado tudo isso, era hora de começar uma vida nova e ter uma infância normal, como qualquer garoto de sete anos.



Meu pai, Manoel Sebastião. Né Bastião.


Izabel, Tia Bela, como chamo, resolveu me levar para a Malhada Grande, um sítio que fica perto do Monte Nebo, para morar com sua família, pais e irmãos, Meu novo pai, Né Bastião, não queria me adotar, pois já havia adotado outros dois dos seus 12 filhos e não queria problemas, “judiar de filho alheio, falava”, [riso], mas sua esposa, D. Luzia, minha nova mãe, falecida em 1991, disse que eu era bonito, uma criança linda e queria sim me adotar, aí resolveram então ficar comigo. Segundo comentários, o meu primeiro banho na minha nova casa, durou em média, três horas, eu estava muiiiiiiito sujinho... A partir dali, fui matriculado num colégio onde dei os primeiros passos para o que seria a minha vida acadêmica, naquela época estudava na escola sem documentos, não tinha nenhum, se quer o registro de nascimento. Meu pai, Raimundo Franco, havia desaparecido do mapa, após a morte da minha mãe, Maria e, com ele foram também todos os meus documentos. Como pode uma criança de sete anos ser indigente? Era assim que eu me sentia. Por diversas vezes o medo de ser levado da minha nova família pela Vara da Infância me rondou, seria o meu fim, não queria de jeito nenhum. É que como a minha nova família não tinha documentos que comprovassem minha adoção, pegava o fato de ser adotado ilegalmente. Estudava, por que meu novo pai, Manoel Sebastião, conhecia o diretor do colégio e aí pude estudar sem documentos, estudei por quatro anos sem nenhum dos meus documentos que somente os adquiri aos nove ou dez anos de idade.
Eu aos doze anos de idade, já morando no Sítio Malhada Grande. Lá permaneci até os 20.  Anos de felicidade!
Hoje aos 31 anos de idade, já formado em jornalismo, estou em início de carreira e feliz pela família que tenho, sou uma pessoa cheia de sonhos e desejos de dá sempre o melhor para a minha família. Uma família humilde, mas que me deu carinho e a condição de ser o cidadão que sou hoje.
Bom, a minha história é basicamente essa, mas poderia passar horas injetando informações sobre essa loucura que se tornou minha vida, mas que me orgulha o fato de ter superado tudo.
E gostaria muito, muito mesmo de dá um final feliz a toda essa história e conhecer minha mãe biológica e ter certeza se meu pai é ou não meu pai biológico, mas ele sumiu, o vi quando tinha nove anos, ano em que ele apareceu para levar meus documentos para que fossem entregues no colégio em que eu era matriculado. Da minha mãe biológica não tenho notícias, não sei se já faleceu que rumo levou...