14 de dez de 2011

Inspirações matinais...

Inquieto, acendo mais um cigarro, o quarto em meia hora.
Na alcova, entra a brisa mansa dos nossos versos.
Aqueles, que fazíamos ao som de Piaf.
Aqueles velhos poemas de versos tortos, soltos, suaves.
Cigarro. O quarto vazio, o vento sombrio, o dia, o fel o mel.
Cigarro, cigarro, traz-me um cigarro.
Corro contra o tempo, é meu dever, fazer chover.
Corro, penso, sofro e na indecisão, queria você aqui.
Cantar, sonhar, sorrir.
A indecisão toma conta da casa, casa vazia, deserta, sem teto.
Ontem chorei.
Chorei e dormi.
Acabou o cigarro! Tédio.
Na solidão do quarto, a bagunça é companheira, parceira, traiçoeira.
Ontem acordei cedo, era feriado, mas hoje, hoje estou perdido.
Tem sido assim desde que voltei. Sinto falta de tudo. Será o cigarro?
Cigarro! Ter ou não ter?
Perdido, acordado, são três e meia da manhã, não preguei o olho.
Suado, tentado, saudoso.
A bagunça minha única companheira, me cheira, me acompanha.
Amanhã não é feriado, tenho que está de pé as seis da manhã.
Enfim, algo para fazer.
Dormir. Dormi e sonhei no sonho você não estava, mas te persegui durante a madrugada.
Tem sido assim desde que voltei.
Suspiros. Você voltou, bateu a porta e saiu.
Saiu sem que eu percebesse.
O sonho tem dessas coisas.
Você saiu e levou os cigarros. E agora?
Cigarros! Ter ou não ter?

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