22 de abr de 2011

Arezzo: falta de posicionamento na pele

Em tempos de "boom" das redes sociais e plataformas colaborativas, a presença e gerenciamento da imagem das empresas na web são fatores decisivos

Por Isabela Pimentel , www.administradores.com.br
 
Com a presença cada vez mais freqüente de grandes corporações nas redes sociais, o consumidor/cliente deixou de ser uma figura distante, tornam-se cada vez mais ativo, crítico e exigente, modificando sua relação direta com as marcas.
Em tempos de "boom" das redes sociais e plataformas colaborativas, a presença e gerenciamento da imagem das empresas na web são fatores decisivos no processo de branding, construção, manutenção e fortalecimento de uma marca.

E se o nome e a identidade da empresa são seus maiores valores, a falta de um posicionamento claro e de uma proposta de comunicação integrada podem causar graves arranhões a marcas sólidas. Para o bem ou para o mal, os usuários estão nas redes sociais e podem utilizá-las para enaltecer uma marca ou arruinar sua imagem.

Um case representativo para a falta de posicionamento é o da Arezzo, que, no último dia 18, mediante uma onda de protestos nas redes sociais, decidiu recolher seus produtos da recém lançada coleção com peles verdadeiras, a "Pelemania".

A empresa emitiu um comunicado oficial, distribuído em suas redes sociais (Twitter e Facebook). No documento, a empresa afirma que "entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas".

Erro crucial

Apesar da nota oficial, a Arezzo demonstrou uma clara falta de posicionamento e de uma política de comunicação integrada quando afirmou, no documento, não entender como sua responsabilidade "o debate de uma causa tão ampla e controversa".

Se a responsabilidade não é da empresa que gere a marca e deve cuidar de sua imagem, de quem é, então?

A incoerência entre a nota que anuncia a preocupação da empresa com a satisfação de seus clientes e a mensagem alegando a não responsabilidade revelam que a assessoria de imprensa não soube gerenciar a crise envolvendo a marca, e acreditou que um simples comunicado salvaria a marca de arranhões e violentas críticas.

Nos buscadores de notícias, quando se digita o nome da marca, os primeiros resultados são notícias negativas sobre o caso.

Entidades ligadas à proteção do meio ambiente e defesa dos animais já se manifestaram, a exemplo do Projeto SalvaCão, que produziu um cartaz criticando a coleção Pelemania.

Em situações como esta, qual deve ser o posicionamento da empresa para evitar um estrago maior à imagem da marca?

Opine! 
 Isabela Pimentel - Jornalista e historiadora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário