10 de fev de 2011

Redes sociais, a melhor defesa do consumidor.



A sociedade tomou uma série de medidas no sentido de criar defesas para o consumidor moderno, elo fraco nas relações comerciais com empresas cada vez mais poderosas e com grande capacidade de articulação.
Diante da falta de atenção que as autoridades sempre tiveram às pequenas causas, foram surgindo novas opções como os institutos de defesa do consumidor, o CONAR, depois o Código de Defesa do Consumidor.
Mas nada disso parece tão eficiente para atender a esse objetivo quanto as redes sociais. Essas são muito mais eficientes, pois atingem as empresas naquilo que têm de mais valioso: sua reputação. E isso tem impacto direto em todo investimento de marketing que a empresa faz. E, no passo seguinte, ataca suas vendas. É uma bomba atômica de efeito retardado.
O problema é que as empresas parecem que ainda não entenderam a força do ataque e a fragilidade que tem sua imagem institucional.
A mais recente bomba foi a ocorrida entre um senhor, comprador de uma geladeira Brastemp de 3 mil reais e que ficou sem ela funcionar na sua casa por 90 dias. Tentou de todas as formas se entender pelos caminhos normais com a empresa. E só ouviu disparates, um deles de um serviço autorizado que disse que a solução custaria mais do que o preço da geladeira.
Indignado, o consumidor fez um vídeo amador e postou no You Tube. Ainda colocou um título criativo: “ Não é uma Brastemp “. Vá lá e assista
O filme já foi visto por mais de 400 mil pessoas. Para atingir esse número, o consumidor usou seu twitter e divulgou seu problema e sua reclamação.
Pronto. Fez-se a mágica. A Brastemp acertou tudo com ele e fez um comunicado muito civilizado dizendo da importância de cada consumidor e o quanto aprendeu com o triste episódio.
Se você tem um negócio, fique de olho. Não deixe nenhuma crítica ou reclamação do seu consumidor sem uma resposta adequada. Essa á regra do jogo para essa nova década.

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