26 de nov de 2010

O poder do Twitter na guerra urbana do RJ

Do site: www.veja.abril.com.br

Título original - Rio: governo usa o Twitter para conter medo da população

Secretaria de Segurança recorre ao microblog para desmentir onda de boatos

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro ocupou as redes sociais para tentar conter o medo e os boatos que se espalharam pelo estado desde o início da onda de ataques criminosos. O comandante da Polícia Militar, coronel Mario Sergio Duarte, já vinha respondendo a dúvidas e críticas de internautas.

Na tarde de quarta-feira, dos dez trending topics do Brasil (os assuntos mais comentados do Twitter), nove faziam referência aos confrontos no Rio, com as palavras-chave Penha, Rio e Beltrame, entre outras. Bope, Vila Cruzeiro e Penha também estavam entre os dez assuntos mais comentados no microblog em todo o mundo.

Foi quando o subsecretário de Segurança, Edval Novaes, fez um pronunciamento por câmera, no Twitter, depois de receber perguntas e mensagens de diversos internautas. Curiosamente, houve falha na transmissão, e o procedimento seria repetido para garantir audiência, o que não havia ocorrido até as 18h30.

O Twitter foi a principal plataforma escolhida pela Secretaria de Segurança. "Contem com esse canal para tirar dúvidas e obter dados oficiais", foi uma das mensagens. Diante da informação, divulgada pela TV Globo, de que a próxima Unidade de Polícia Pacificadora seria instalada no Complexo do Alemão, a secretaria reagiu imediatamente: "Não há previsão de instalação de UPP no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, por causa da grande demanda de efetivo necessária para ocupar estas áreas".

Diante da crítica de um internauta de que "o governo devia acabar com a ganância de arrecadar em blitz do IPVA, para se concentrar na bandidagem", o comandante respondeu que a PM está "toda empenhada contra os criminosos".

(Com Agência Estado

25 de nov de 2010

Cinco dicas para o monitoramento de marcas

Do site: http://webinsider.uol.com.br

Planeje, posicione, foque, aja e meça. Um roteiro para o monitoramento de marcas em mídias sociais e uma lista de ferramentas para facilitar o serviço.

Por Eduardo Luis Prange Junior
A grande questão sobre o monitoramento de marcas em mídias sociais é como fazer um monitoramento eficaz e, principalmente, como tomar decisões em cima dos dados obtidos.
Antes de falarmos sobre monitoramento, temos que saber que se trata de negócios e saber da importância de se fazer um monitoramento.
Será que temos como pensar que mídias sociais são uma onda de brincadeiras? Vamos aos números:
  • Mais de 50% da população está abaixo dos 30 anos;
  • 96% destas pessoas já estão nas mídias sociais;
  • Facebook ultrapassou o Google no tráfego semanal nos EUA;
  • Mídias sociais tiraram pornografia como atividade #1 na web;
  • 80% das empresas usam mídias sociais para recrutamento;
  • Existem mais de 200 milhões de blogs no mundo;
  • 25% dos resultados de busca para as 20 maiores marcas mundiais são links para conteúdo gerado por usuários;
  • 34% dos bloggers postam opiniões sobre produtos e marcas.
Ter uma clareza sobre o perfil de seu público alvo como usuário de
internet é um desafio considerável, mas que precisa ser mapeado.

Não existe receita de bolo para obter sucesso no universo das mídias sociais. O que pretende este artigo é sugerir uma forma de se trabalhar estrategicamente com o monitoramento e principalmente saber tomar ações adequadas para reversão de quadros desfavoráveis e ampliar a saudabilidade das marcas na web.

Planejamento

É muito importante saber quais são os índices atuais da marca. Como está a saudabilidade atual da empresa na rede e identificar quais são os desejos dos usuários pertencentes a seu público alvo.
Analise seu mercado de atuação estudando pesquisas (free) disponíveis na internet e avalie números que demonstrem o poder da rede em seu segmento.
Não esqueça de analisar seus principais concorrentes e verificar quais são as estratégias que estão adotando, como forma de buscar referências nas melhores práticas e aprender com o que não se deve ser feito.
Tenha muita clareza sobre a forma de abordar seu público, através de uma estratégia de conteúdo e engajamento da equipe responsável para elaboração dos materiais que devem ser publicados nas mídias que forem exploradas pela empresa.

Posicionamento

Normalmente as empresas acreditam que estão sendo vistas por seus consumidores da forma como gostariam. Porém, faça uma breve pesquisa para tirar a prova real.
Não se assuste! É comum esses resultados mostrarem uma diferença muito grande entre o que desejam e o que parecem, pois as empresas têm por cultura praticar os seus desejos perante o mercado e não fazer dos desejos de seus consumidores seu principal foco de atuação.
Defina a promessa de sua marca com base no desejo de seus consumidores – o que é praticar marketing (identificar necessidades e atendê-las através da oferta de produtos e/ou serviços).

Foco

Não adianta querer abraçar o mundo criando inúmeros perfis na rede. Identifique as principais mídias onde estão concentradas a maior parte de seus usuários e defina quais os principais objetivos que se pretende atingir com a participação nas mídias.
Trace os objetivos e quebre-os em metas desafiadoras, porém alcançáveis.
Não esqueça de definir qual vai ser o time gestor do projeto, pois é necessário uma geração de conteúdo de relevância para obtenção de seguidores de sua marca.
Na internet não basta ser, é necessário parecer ser; ou seja, não importa o tamanho de sua empresa, se for para estar nas mídias sociais apenas por estar e marcar presença, fica a dica: não esteja.

Ação

Coloque em prática tudo o que foi traçado nos objetivos.
É importante ressaltar que, como as etapas de definição de assuntos a serem discutidos e quais mídias sociais foram escolhidas já foram feitas, a produção é basicamente uma etapa rápida e mecânica para a confecção de vídeos, apresentações e outras formas de presença em mídias sociais.

Métricas

Estabeleça critérios para medição e insira os dados obtidos em planilhas que possibilitem a geração de relatórios com indicadores concretos. Esses relatórios têm por objetivo demonstrar o caminho que está sendo traçado em sua campanha.
Armazene todos os dados e analise-os periodicamente, de forma a verificar as possíveis falhas e as tendências da estratégia elaborada.

As ferramentas

Hoje existem ferramentas que podem minimizar e muito esse trabalho, ou seja, você não precisa fazer isso tudo na unha.
Abaixo, segue uma lista de algumas ferramentas para análise e monitoramento de marcas em mídias sociais e suas principais características.
Seekr. Criada pela InMeta Agência Digital, o Seekr monitora 27 mídias sociais (inclusive o Orkut) e possibilita a geração de mais de 1.300 relatórios de forma automatizada.
O objetivo é monitorar e mapear a presença das marcas da sua empresa na Internet, gerando índices e porcentagens de saúde comparativos, classificação de agressores e evangelizadores e comparar e acompanhar a concorrência e o mercado.
O Seekr permite ainda a criação de relatórios avançados. A partir de relatórios básicos, você sabe ao certo quantas ocorrências negativas foram feitas, por exemplo. Outro exemplo de relatório avançado é a análise de citações da sua marca e de um concorrente. Através disso, é possível avaliar qual marca é melhor falada nas redes sociais e qual tem o maior número de citações.
Scup. Baseado em três necessidades das empresas (ouvir, interagir e compreender), faz o monitoramento das marcas em tempo real e de forma cronológica em uma listagem simples e rápida.
A ferramenta permite classificar as ocorrências por negativas, neutras e positivas e tem o auxílio de tags para organizar os itens monitorados.
É possível filtrar resultados, para avaliar somente as citações negativas, por exemplo. e realizar buscas dentro dos itens monitorados.
Há uma listagem de usuários que falam bem e mal, organizada pela quantidade de interação.
PostX permite avaliar e classificar as informações, gerar gráficos e mensurar o buzz originado pelo consumidor.
É possível gerar gráficos específicos para análise, através da avaliação e classificação das informações e fazer monitoramento 24h – todo o conteúdo relacionado ao termo de interesse é capturado e armazenado.
Social Media Monitor oferece em tempo real as citações encontradas nas mídias sociais que correspondem a um termo cadastrado.
É possível analisar dados no Excel e potencializa o controle da marca – você entende, analisa e intervém ao seu favor.
Social Metrix segundo a descrição permite escutar, analisar e entender as opiniões das pessoas online sobre sua marca, produtos e serviços.
Oferece relatórios segundo as necessidades de cada cliente e detecção semântica de opiniões negativas, positivas e neutras. Oferece informação quantitativa e qualitativa sobre o texto completo escrito por cada pessoa.
Radian 6 possibilita o monitoramento de diferentes meios de comunicação social e outros canais de comercialização, além de blogs, websites e fóruns de sites de redes sociais.
É possível avaliar o impacto da mensagem através de ferramentas de análise, gráficos e análises de tendências e obter informações detalhadas sobre todas as fontes na web social que mencionam os seus produtos ou serviços.
E-life tem a missão de entender as dinâmicas das redes sociais e a relação com a sua marca e seu segmento de atuação.
Oferece monitoração qualitativa e quantitativa e permite gestão de relacionamento com clientes e prospects em redes sociais.
SismoWeb. A CDN Análise e Tendências criou o SismoWeb, que acompanha, analisa e organiza o conteúdo gerado pelos usuários na mídia social. Além de identificar o cenário da exposição da marca, produto ou serviço na internet, a ferramenta quantifica e qualifica essa exposição, identifica temas e tópicos em evidência e mapeia temas sensíveis para prevenir crises.
A ferramenta possui também alertas por e-mail e SMS e criação de gráficos e listas com dados e configurações escolhidas de acordo com a necessidade.
Nota do editor: o autor é sócio da empresa InMeta, que desenvolveu a ferramenta Seekr, citada no artigo. [Webinsider]

23 de nov de 2010

A benção, Papai


Meu pai está tão velhinho, 
tem a mão branca e comprida, 
parecendo a sua vida, 
longa vida que se esvai.
E eu o lembro quando moço
de uma atlética altivez.
Ah! Tinha força por três!
Você se lembra, papai?
Menino ouvia dizer
que você era um gigante.
Eu ficava radiante
e também me agigantava.
Porque toda madrugada, 
eu quentinho do agasalho, 
ao sair para o trabalho
o gigante me beijava.
Sua grande mão de ferro
parecia leve, leve
naquela carícia breve
que da memória não sai.
Depois... Um beijo em mamãe
e o meu gigante partia.
E a casa toda tremia
com os passos de papai.
Mas agora o seu retrato
muito moço, muito antigo, 
se parece mais comigo
do que mesmo com você.
Você já lembra vovô
e, à medida que envelhece, 
papai, você se parece
com mamãe, não sei por quê.
Você se lembra, papai?
Quando mamãe, de repente, 
caiu de cama, doente, 
era o pai quem cozinhava.
Tão grande e desajeitado
a varrer... Quando eu o via
de avental, papai, eu ria; 
eu ria e mamãe chorava.
Eu quis deixar o ginásio
para ganhar ordenado, 
ajudar meu pai cansado,
mas tal não aconteceu.
Papai disse estas palavras: 
Sou um operário obscuro, 
mas você terá futuro, 
será melhor do que eu.
Eu? Melhor que este velhinho
a quem devo o pão e o estudo?
Que é pobre porque deu tudo
à Família, à Pátria, à Fé?
Meu pai, com todo o diploma, 
com toda a universidade, 
quisera eu ser a metade
daquilo que você é. 
E quero que você saiba
que, entre amigos, conversando, 
meu assunto vai girando
e no seu nome recai.
Da sua força, coragem, 
bondade eu conto uma história.
Todos vêem que a minha glória
é ser filho de meu pai.
"Um dia eu fui tomar banho
no rio que estava cheio. 
Quando a correnteza veio, 
vi a morte aparecer. 
Papai saltou dentro d’água
nadando mais do que um peixe, 
salvou-me e disse: _ Não deixe! 
Não deixe mamãe saber!".
Assim foi meu pai, o forte
que respeitava a fraqueza.
Nunca humilhou a pobreza, 
nunca a riqueza o humilhou.
Estava bem com os homens
e com Deus estava bem.
Nunca fez mal a ninguém
e o que sofreu perdoou.
Perdoa então se lhe falo
Daquilo que não se esquece.
E a minha voz estremece
e há uma lágrima que cai.
Hoje sou eu o gigante
e você é pequenino.
Hoje sou eu que me inclino.
Papai... A bênção, papai

22 de nov de 2010

Twitter cria ferramenta para avaliar se você é popular no microblog



O Twitter criou uma ferramenta para analisar a audiência, semelhante ao Google Analytics, mas que avalia o impacto e popularidade de cada perfil. O novo recurso já está sendo testado por alguns usuários selecionados. Segundo o site Mashable, especializado em novas mídias, a previsão é que até o final de dezembro o produto já esteja disponível gratuitamente para todos os membros do microblog.

O novo recurso mostrará quem o excluiu da lista de amigos, além de mostrar qual tuite teve um impacto negativo na rede. Com essas novas ferramentas, as empresas poderão mensurar melhor seus resultados na rede social.

A síndrome de Hamster no jornalismo online


Autor: 
 
Por Webster Franklin
Do observatório da imprensa
por Carlos Castilho
A imagem do ratinho correndo freneticamente no pequeno carrossel dentro de uma gaiola foi a escolhida pelo jornalista norte-americano Dean Starkman para descrever o ritmo cada vez mais veloz adotado pelas redações para processar e publicar notícias.
A correria do ratinho não tem nenhum sentido ou objetivo. É correr por correr porque o animal precisa gastar energias de qualquer jeito. É mais ou menos o mesmo que acontece hoje em dia nas redações, contaminadas pela síndrome do hamster. A correria para ser o primeiro e não ser furado pela concorrência transformou-se num objetivo em si mesmo, perdendo qualquer relação com o fato noticioso.
onseqüência deste processo, que no Brasil chegou a absurdos como limitar em 45 segundos o tempo de edição de uma notícia em alguns portais online, é que a preocupação em ser o primeiro acabou sacrificando inevitavelmente a qualidade da informação, porque não há tempo para a contextualização adequada.
A velocidade foi transformada no grande objetivo das redações, que passaram a travar uma competição pela pole position noticiosa deixando leitor na arquibancada como um espectador passivo de um processo onde ele seria o protagonista principal, pelo menos nos manuais e na literatura jornalística.
Starkman, um repórter investigativo na área financeira, fez as contas e chagou à conclusão de que o The Wall Street Journal, de Nova York, publicou 26 mil notícias e reportagens em todo o ano de 2000. Uma década depois, o mesmo jornal publicou 21 mil histórias só no primeiro semestre de 2010. Nesta estatística não estão incluídas as notícias e reportagens publicadas exclusivamente no site do Journal.
O número pode ser visto como um indício de que o jornal diversificou e ampliou a produção de conteúdos informativos. Poderia ser também um sintoma de que a redação estaria preocupada em atender um número crescente de nichos de interesse, para satisfazer a expectativa gerada pela multiplicação de blogs segmentados na web.
No mesmo perido em que foi feita a pesquisa publicada na revista Columbia Journalism Review, o número de jornalistas empregados na redação do The Wall Street Journal caiu de 323 profissionais em 2000 para 281, em 2008 — numa redução da ordem de 13%. Não é necessário fazer muita força para perceber que com menos jornalistas produzindo mais notícias, o resultado tende a ser a perda de qualidade e o aumento na frequência de erros.
Também fica fácil entender por que um repórter do Journal admitiu, anonimamente, que hoje o seu jornal publica três vezes mais notícias sem importância do que antes, tudo pela necessidade de chegar antes da concorrência.
Esta não é uma situação única no principal jornal econômico do império industrial de Rupert Murdoch. É uma tendência mundial, sem que os jornalistas tenham tido condições de parar para pensar no absurdo de uma correria maluca que interessa apenas às empresas. O leitor não está preocupado com a velocidade, exclusividade ou ineditismo da notícia. Ele a quer completa e confiável, mas a roda do hamster não roda neste sentido.

Editor do Guardian fala sobre eficiência do Twitter

Fonte: www.jornalistasweb.com.br

Imagem ilustrativaNo Twitter, as coisas acontecem primeiro. Esse é um dos 15 argumentos que o editor-chefe do jornal inglês The Guardian, Alan Rusbridger, reuniu para mostrar o que torna o popular serviço eficiente e de extrema importância para empresas de mídia.
As características apontadas por Rusbridger foram publicadasrecentemente no site do diário britânico e sugerem situações, inclusive dentro do jornalismo online, onde a ferramenta se encaixa como aliada no cotidiano dos profissionais da área. Além do atributo já mencionado, o executivo diz também que o Twitter é uma espetacular forma de distribuição e uma grande ferramenta de reportagem. O serviço, ainda segundo Rusbridger, ajuda a criar comunidades em torno de um veículo; e, além disso, muda a noção de autoridade.
A lista com as 15 características apontadas pelo jornalista pode ser acessada na íntegra aqui (em inglês). JW.
ATRIBUTOS QUE TORNAM O TWITTER EFICIENTE PARA A MÍDIA
01. É uma espetacular forma de distribuição
02. É onde as coisas acontecem primeiro
03. Como ferramenta de pesquisa, rivaliza com o Google
04. É uma formidável ferramenta de agregação
05. É uma grande ferramenta de reportagem
06. É uma fantástica forma de marketing
07. É uma série de conversas naturais. Ou pode ser
08. É mais diversificado (qualquer um tem voz)
09. Muda o tom da escrita
10. É um ambiente nivelado pela relevância
11. Traz novos valores
12. Possui longo alcance em termos de atenção
13. Cria comunidades
14. Muda a noção de autoridade
15. É um agente de mudanças

23 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-juvenil

19 de nov de 2010

Pré-Conferência debaterá educação e juventude


1ª Conferência do Desenvolvimento (Code), realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), será precedida, no dia 23 de novembro, por um evento que reunirá acadêmicos e especialistas em um debate sobre educação e juventude. O público esperado é de 500 jovens universitários das cinco regiões do país, além de outros segmentos da sociedade.
A Pré-Conferência, organizada pelo Instituto em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude, a Universidade de Brasília (UnB) e o Diretório Central dos Estudantes da universidade (DCE-UnB), é gratuita e ocorrerá no ICC Norte, Anfiteatro 12, da UnB. O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, e o DCE participarão da mesa de abertura, às 9h.
No primeiro painel, das 9h30 às 12h, o tema do debate será A importância estratégica da educação para o desenvolvimento do Brasil.Foram convidados Pedro Demo, professor e pós-doutor em Educação pela UCLA, de Los Angeles (EUA), Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) e Paulo Corbucci, doutor em Sociologia pela UnB e coordenador de Educação do Ipea.
No painel da tarde, das 14h às 17h, participarão da mesa sobre A juventude no Brasil hoje Marcio Pochmann, presidente do Ipea, e Beto Cury, Secretário Nacional de Juventude. Após o debate, haverá a exibição de 20 filmes de curta-metragem afrobrasilienses premiados pela Fundação Palmares. Para encerrar as atividades, às 18h, o Sistema Criolina se apresenta no Centro Comunitário da UnB gratuitamente.
O formulário de inscrição para a Pré-Conferência pode ser preenchido no site www.ipea.gov.br/code.

Pré-Conferência do Desenvolvimento (Code/Ipea) na UnB
Dia: 23 de novembro, terça-feira
Local: Anfiteatro 12, ICC Norte, Universidade de Brasília
 9h - Abertura
- José Geraldo de Sousa Junior, Reitor da UnB
- Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do MEC
- Diretório Central dos Estudantes da UnB (DCE)
 9h30-12h - Painel I: A Importância Estratégica da Educação para o Brasil
- Pedro Demo, Conselheiro de Orientação do Ipea, professor com pós-doutorado em Educação pela UCLA, de Los Angeles (EUA)
- Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do MEC
- Paulo Corbucci, Coordenador de Educação do Ipea e doutor em Sociologia pela UnB
 14h - Painel II: A Juventude no Brasil Hoje
- Marcio Pochmann, Presidente do Ipea
- Beto Cury, Secretário Nacional de Juventude
 Atividade Cultural
17h - Apresentação de 20 filmes de curta-metragem Afro Brasilienses, premiados pela Fundação Palmares (Anfiteatro 12)
18h Sistema Criolina (Centro Comunitário)

Eu sou Y 2.0 e você?



Belo texto, sobre mídias sociais. 
Título original: 

Mercado em mídias sociais exige profissional multidisciplinar


Você chega ao trabalho e twitta algum pensamento que teve no caminho para o escritório. Enquanto ouve a sua banda preferida no MySpace, aproveita para checar o Facebook e dar aquela olhadinha rápida no Orkut. Uma prática que há dez anos nem existia dominou o cotidiano de boa parte do mundo: participar de redes sociais. Já é uma realidade tão comum que elas superaram até a pornografia enquanto primeira atividade na web, de acordo com Erik Qualman, autor do livro Socialnomics.
Com 96% da geração Y - grupo de pessoas nascidas principalmente nos 80 que apresenta extrema facilidade de lidar com a tecnologia - participando de alguma rede social e com o Facebook que já chegou a ganhar do Google em termos de acesso semanal, começa a se formar a necessidade de profissionais focados para esse meio, que lida com muito dinheiro e pessoas. Apenas o Facebook alcançou sozinho 200 milhões de usuários em menos de um ano.
Pensando em um mercado de trabalho ainda em formação, Eric Messa coordena o curso de extensão Comunicação e Mídias Sociais: Estratégias e Tendências, na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. "Comecei a observar o crescimento das redes sociais, especialmente do seu uso como ferramenta de comunicação empresarial", afirma o professor, que pensa no projeto desde um ano e meio atrás.
As aulas foram criadas para jovens profissionais da Comunicação Social que estão iniciando a carreira. Um publicitário pertence a esse mercado porque deve fazer campanhas para a nova mídia, um relações públicas encaixa-se na área porque precisa cuidar da presença de uma marca na rede social e jornalistas podem aproveitar para produzirem conteúdos específicos no meio.
Porém, Messa salienta as características específicas desse trabalho. "O mercado de mídias sociais exige um know-how diferenciado", diz, sobre o que as faculdades de Comunicação ainda não estão acostumadas a lidar: a interdisciplinaridade. Assim, o curso busca atender as outras habilitações que o comunicador não teve durante a sua formação, mas que agora precisa ter noções para trabalhar com redes sociais. O professor lembra, porém, que conhecimentos profundos de Informática são desnecessários. "Isso é uma era passada", explica, já que as ferramentas apresentam atualmente usabilidade instintiva.
O profissional deve saber transmitir a mensagem da marca como um publicitário. Também precisa saber lidar com diversos públicos - não só consumidores como na publicidade, mas com fornecedores e imprensa -, função do relações públicas. Do jornalismo, ele deverá saber produzir informação focada nessa mídia. "Tanto mercado quanto academia estão se adaptando à necessidade de profissionais qualificados para lidar com as mídias sociais", explica.
Apesar do curso da FAAP ter sido pensado para jovens profissionais, Messsa garante que pessoas mais experientes também podem trabalhar com redes sociais. "É uma premissa errada pensar que é apenas para jovens. O importante é entender a dinâmica da mídia e vivenciá-la com frequência". Porém, a informalidade que ela sugere pode ser uma armadilha para parecer que a qualificação é desnecessária para se inserir no mercado. Simplesmente ter uma coleção de contas em redes sociais não é o suficiente para trabalhar com isso. "Sem conhecimentos específicos, não se é capaz de falar em nome de uma marca", garante o professor.

18 de nov de 2010

MÍDIAS SOCIAIS É inútil fugir delas



Por Fernando Scheller em 16/11/2010
Reproduzido do Estado de S. Paulo, 11/11/2010; título original: "É inútil fugir das mídias sociais, diz especialista"

Em um restaurante de luxo na região dos Jardins, em São Paulo, o "guru" das mídias sociais Soumitra Dutta, professor da escola de negócios internacional Insead, reuniu-se ontem (10/11) com executivos de empresas brasileiras para discutir como a internet pode ser usada para construir a reputação de um profissional e para disseminar ideias relacionadas ao mundo dos negócios ou temas como sustentabilidade e inovação. O uso de sites de relacionamentos como Facebook e LinkedIn é parte integrante da vida do profissional moderno, diz Dutta. "Não dá para voltar atrás e fugir das mídias sociais."
Em artigo publicado na Harvard Business Review deste mês, o professor conta a história de um CEO que, avesso às mídias sociais, não percebeu que seus comentários em uma palestra viraram alvo de críticas em sites de relacionamento e na blogosfera. "Entrar nas mídias sociais não é mais uma escolha. Mesmo que você não queira, já está nelas", afirma o especialista. "Hoje, a mídia está disponível para o uso de todos, e não só mais para os líderes. E as pessoas vão reagir ao que você diz ou faz."
Temas passíveis de polêmica
Sendo assim, afirma Dutta, a melhor estratégia é tirar proveito da tecnologia, desenvolvendo estratégias que possam levar a carreira adiante. Para o professor, é preciso decidir com qual público seu "eu" virtual vai se comunicar. Se o diálogo for com colegas de trabalho, pode-se usar ferramentas internas, como blogs corporativos; caso o objetivo seja comunicar assuntos ao público em geral, o Facebook ou o Twitter são mais indicados. Para evitar confusão, ele recomenda que as pessoas criem um segundo perfil para assuntos corporativos, deixando a conta pessoal somente para a família e amigos próximos.
Dutta cita o executivo indiano Vineet Nayar, CEO da companhia de tecnologia da informação HCL, como caso de sucesso no uso da web para criar uma imagem positiva. Em vídeos gravados em seu iPhone e exibidos no YouTube, ele fala a jovens executivos sobre temas como gerenciamento de equipes e condução de reuniões. "Ele cria sua marca ao combinar várias técnicas: mídias sociais, um blog e livros."
Ao discutir assuntos profissionais, diz o professor da Insead, não se pode abandonar o bom senso – até porque uma enxurrada de comentários negativos podem vir em sua direção, caso a escolha seja por temas passíveis de polêmica. Além disso, é preciso que o perfil virtual leve sempre em conta as regras do atual empregador. "Muitas empresas têm diretrizes sobre o que pode e o que não pode ser dito na internet pelos funcionários. É preciso que se tome cuidado para não cruzar essas fronteiras."